Armazenamento seguro de dados acadêmicos: por que universidades e institutos federais estão migrando para a nuvem da RNP
A rotina de universidades, institutos federais e centros de pesquisa no Brasil envolve o gerenciamento de um ativo inestimável: o conhecimento. Diariamente, essas instituições produzem volumes massivos de dados de diversas naturezas. São dados acadêmicos, administrativos, informações estratégicas de pesquisa e dados pessoais de milhões de estudantes e colaboradores. Lidar com esse ecossistema complexo trouxe um dilema crítico para os gestores: onde armazenar essas informações com total controle e segurança.
A urgência dessa resposta é amparada por dados alarmantes sobre a infraestrutura nacional. Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que 50,7% das organizações públicas federais não possuem uma política formal de geração de cópias de segurança. Ao mesmo tempo, estudos recentes de cibersegurança apontam um aumento em 15% de todos os ataques de sequestro de dados (ransomware) na América Latina, escancarando a vulnerabilidade dos acervos nacionais frente às ameaças modernas do ambiente digital.
O desafio de gerir essas informações é enorme. Manter infraestruturas físicas locais atualizadas e seguras esbarra em restrições de recursos constantes, sejam orçamentárias ou de profissionais especializados. E o perigo não vem apenas da falha de um equipamento.
Quando uma instituição de ensino sofre uma invasão desse tipo, o prejuízo vai muito além do financeiro ou da paralisação dos sistemas. A perda de uma pesquisa que levou décadas para ser concluída pode afetar a credibilidade da universidade perante órgãos de fomento, parceiros internacionais e a própria sociedade. O que está em jogo é a reputação institucional.
A solução de armazenamento em nuvem segura e escalável da RNP
Com um histórico sólido de projetos de alta complexidade junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e ao Ministério da Educação, a RNP entende a escala e a criticidade do ensino e pesquisa no Brasil.
Para entregar a conectividade de alta performance que as instituições exigem, a infraestrutura nacional apoia-se em sua própria malha de fibra ótica, o backbone da Rede Ipê. Essa conectividade garante que as instituições possam trafegar dados até a casa dos petabytes sem sofrer com gargalos operacionais, mantendo altíssima disponibilidade e latência mínima em todo o território nacional.
É com essa expertise que a RNP disponibiliza a Rede de Armazenamento Seguro (RAS) através do Canal de Ofertas da RNP, o RNP+. O RAS se posiciona como uma solução de armazenamento em nuvem segura e escalável, pensada e desenvolvida exclusivamente para a realidade, o orçamento e a cauda longa de necessidades do ensino e pesquisa.
Essa robustez se traduz em números. Atualmente, o RAS já atende a mais de 40 Instituições de Ensino (IEs) Federais em todo o país, consolidando-se como uma infraestrutura de grande escala para a preservação do conhecimento nacional
O serviço destaca-se pela segurança e previsibilidade para seus dados acadêmicos por meio de proteção ativa. Ele conta com monitoramento contínuo (24 horas por dia, 7 dias por semana) realizado diretamente pelo Centro de Atendimento e Incidentes de Segurança (CAIS) da própria RNP, oferecendo um suporte técnico altamente especializado na realidade acadêmica, algo que nuvens comerciais tradicionais não entregam de forma dedicada e nativa.
Ao migrar a custódia dos dados para o RAS, a instituição garante proteção em cinco frentes:
- Soberania e Conformidade: Os dados ficam no Brasil, sob as leis brasileiras, atendendo nativamente à LGPD e às rígidas exigências de auditoria do TCU.
Adicionalmente, toda a infraestrutura está baseada em Centros Nacionais de Dados com certificação de nível Tier III e o serviço cumpre rigorosamente as diretrizes da IN05 e os padrões de segurança internacionais da ISO 27.002/CIS. - Segurança e Integridade dos dados: A tecnologia de cópias imutáveis garante que nenhum arquivo possa ser apagado ou criptografado por hackers. É o fim do risco de extorsão.
- Custos Previsíveis: Nuvens comerciais costumam cobrar taxas ocultas toda vez que você movimenta um arquivo pesado. O RAS opera com um valor fixo por espaço utilizado, trazendo um melhor planejamento financeiro. Isso significa o fim da imprevisibilidade gerada pela tarifação de requisições de API e tráfego de saída (egress fees), um ganho fundamental que facilita a aprovação de orçamentos e o planejamento de compras no setor público.
- Simplicidade e Integração: A plataforma roda direto no backbone da rede acadêmica, conectando-se facilmente aos supercomputadores e laboratórios que já existem nos campus. Além disso, o serviço é estruturado para ser totalmente compatível com a tecnologia e o padrão S3 (Armazenamento de Objetos) e APIs Rest, simplificando processos como o controle de versionamento, a criação de Data Lakes para Big Data e a interoperabilidade nativa com as ferramentas e repositórios de ciência aberta já utilizados pelos pesquisadores.
- Escalabilidade com Desempenho: O serviço foi projetado para suportar grandes volumes de dados com estabilidade, desempenho consistente e acesso rápido às informações, garantindo alta disponibilidade para as operações acadêmicas da instituição.
A ciência protegida na prática: o laboratório nacional de astrofísica
A força de uma infraestrutura feita sob medida fica evidente no caso do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA). A instituição administra o Observatório do Pico dos Dias e precisa guardar imagens espaciais em altíssima resolução.
Para resolver o gargalo de espaço físico e garantir a segurança desse acervo, o LNA migrou seus fluxos para a Rede de Armazenamento Seguro (RAS) da RNP. Com capacidade garantida para dezenas de terabytes, o laboratório cortou custos de manutenção e eliminou a dor de cabeça de gerenciar servidores de ferro. A equipe de tecnologia deixou de atuar na resolução constante de problemas estruturais e voltou o seu foco para o que realmente importa.
Segundo Ivanildo Faria Santiago, Tecnologista do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), os ganhos foram percebidos tanto na redução de custos quanto no fortalecimento da segurança da informação.
“O LNA não precisa investir em servidores locais de última geração, nobreaks ou sistemas de refrigeração para a sala de TI. O laboratório paga apenas pelo espaço que realmente utiliza. Os custos com energia elétrica, atualizações de segurança e substituição de peças com defeito ficam totalmente sob responsabilidade do provedor da nuvem.”
Além da economia operacional, a migração também elevou o nível de proteção dos dados científicos armazenados pelo laboratório.
“O LNA agora conta com proteção contra desastres físicos, imunidade e ransomware e outros ataques cibernéticos, além da criptografia dos dados e backup automatizado das informações."
A consolidação e a eficiência operacional da Rede de Armazenamento Seguro se refletem em sua ampla rede de parceiros estratégicos. Entidades de peso como o Instituto Federal de São Paulo (IFSP), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e o Serviço Geológico do Brasil (SGB) já figuram entre os usuários-chave que ancoram suas operações na infraestrutura nacional. O RAS também assumiu o papel de alicerce tecnológico em iniciativas governamentais fundamentais, participando de programas como o Conecta Rede, uma aliança com o MEC para a transformação digital das instituições federais de ensino tecnológico.
Decisão Estratégica e Soberania
A decisão onde guardar os dados da sua instituição molda o futuro da sua pesquisa. Como a comunidade acadêmica já confia na RNP, evoluir para uma estratégia de proteção gerida especificamente para atender a comunidade de ensino e pesquisa no Brasil é um passo seguro e natural.
Conheça as soluções de armazenamento da RNP. Através do Canal de Ofertas da RNP.










